O que era para poucos agora é para muitos

O post abaixo cita o nosso Colégio Santa Cruz e foi publicado no Balaio do Kotscho, blog do ex-aluno Ricardo Kotscho, no dia 27/03/2011.
A semana que passou acabou marcada por uma importante mudança geométrica na sociedade brasileira: deixamos de constituir uma pirâmede social, com poucos ricos na ponta superior e uma legião de excluídos na base, e nos tornamos um losango,com a barriga inchada pelos mais de 100 milhões de conterrâneos da nova classe média.
Falando assim em números e figuras geométricas, talvez muitos ainda não se tenham dado conta ainda de que a paisagem humana mudou na última década, qualquer que seja o lugar onde a gente vá.
Aquele Brasil governado historicamente para os 30 milhões de eleitos com acesso ao consumo mais do que triplicou neste período e isto trouxe mais gente para viajar de avião, mais carros para congestionar as ruas, mais filas nos supermercados, novas obras de edifício por toda parte, hotéis superlotados, praias apinhadas de gente, falta de mesas para sentar nos botecos.
Neste sábado, em dois eventos musicais, pude constatar que mais uma barreira social se rompeu em nosso país: os mais pobres estão tendo acesso também à cultura.
À tarde, no 1º Santinha Cultural promovido no teatro do Colégio Santa Cruz, tradicional reduto da elite paulistana, encontrei 60 crianças da Comunidade do Jaguaré (a reurbanizada Favela do Jaguaré) para assistir ao show infantil apresentado pelo grupo de Rita Rameh e Luiz Waack, que não cobraram cachê.
Há mais de 50 anos, desde o tempo em que eu estudava lá, professores, pais e alunos do Santa Cruz dedicam-se a projetos sociais no Jaguaré, que atualmente beneficiam 800 crianças. Mariana, minha filha mais velha, que também estudou no Santa Cruz, deu aulas no Jaguaré no seu tempo de aluna.
Ao final do show, na bagunça formada em frente ao palco com todas as crianças brincando, ficava difícil saber quem era aluno do Santa Cruz e quem tinha vindo num ônibus fretado do Jaguaré: eram todas crianças bem cuidadas, bem vestidas, alegres na mesma medida. Creio que esta foi a maior revolução promovida no país neste meio século.
Para quem podia pagar, o ingresso custava R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia), com renda revertida para os projetos sociais. Alunos do Santa Cruz eram minoria. Contatos para quem quiser contratar o belo quinteto musical infantil de Rita e Luiz:
e-mail: rita.rameh@terra.com.br
fone: 3815 4653
***
À noite, na abertura oficial da temporada 2011 da Bachiana Filarmônica SESI SP, comandada pelo meu amigo maestro João Carlos Martins, na Sala São Paulo, reparei logo ao chegar que havia gente nova chegando a um ambiente tão fechado em que até pouco tempo atrás todos se conheciam.
Com roupas mais esportivas, mais jovens e falando falando mais alto, sem aquele ar de quem está entrando num templo sagrado, esta nova platéia da música clássica em São Paulo aplaudiu várias vezes de pé as Sinfonias de Beethoven e os tangos em homenagem aos 90 anos de astor Piazzolla.
O grande momento da noite foi a estréia do jovem solista Lucas Targino Farias, de 12 anos, apresentado-se no Concerto Para Violino em Lá menor. Nascido em Guarulhos, bolsista da Fundação Bachiana Filarmônica, Lucas estuda com a professora Elisa Fukuda.
A homenageada da noite foi a executiva Marluce Dias da Silva, ex-diretora-geral da Rede Globo. Ao final, apresentou-se com a orquestra o percussinista Bolão levando Bach na cuíca. A plaéia não queria mais que o espetáculo acabasse e Martins teve que voltar duas vezes ao palco. Mais tarde, ele e a sua fiel mulher escudeira Carmem, ainda ofereceram um belo risoto para os amigos.
Com o apoio do SESI, e grandes empresas como Bradesco, Gerdau, Petróleo Ipiranga, Honda e Ecom, Martins levou seu projeto de popularização da música clássica a 350 mil pessoas no ano passado.
Na Fundação Bachiana Filarmônica, João Carlos Martins e sua equipe cuidam do ensino musical de 1.165 crianças de comunidades carentes. Os que não se tornarem novos virtuoses da orquestra de adultos, como Lucas Farias, certamente formaram as novas platéias da melhor música clássica. O que era para poucos agora é para muitos.
Vamos todos participar do
Movimento Landell de Moura

Recebi na tarde deste sábado, e reproduzo abaixo, mais um apelo do incansável amigo Eduardo Ribeiro, editor do “Jornalistas & Cia.”, para que todos participem da luta pelo reconhecimento do padre Landell de Moura como inventor do rádio.
Peço a todos os amigos leitores do Balaio que participem deste movimento. Segue o e-mail que recebi do Edu:
“Tomo a liberdade de chegar novamente a vocês para informá-los que uma série de instituições, lideradas pela Prefeitura de Porto Alegre, decidiu adotar o dia 30 de março, quarta-feira próxima, como o Dia de Adesão em Massa ao abaixo-assinado pelo reconhecimento do padre-cientista Roberto Landell de Moura, como inventor do rádio e a inclusão de sua saga no currículo do ensino básico (objetivo maior do Movimento, que foi abraçado pelo J&Cia.).
A mais auspiciosa notícia no que tange ao Movimento Landell de Moura foi a entrada do Ministério das Comunicações no circuito, apoiando oficialmente a causa, inclusive com uma declaração pública do ministro Paulo Bernardo nessa direção.
Acabo de olhar o abaixo-assinado (sábado, 15h35) e ele já superou as 4.300 assinaturas. O objetivo é entregá-lo em mãos às autoridades federais ainda este ano, que é o ano de celebração dos 150 anos de nascimento do padre Landell, inventor do rádio.
Abraço grande
Eduardo Ribeiro/Mega Brasil Comunicação/Jornalistas&Cia
Contatos: 11-5576-5600/ eduribeiro@jornalistasecia.com.br
Quarta-feira é o dia
de adesão em massa

O nosso principal objetivo no momento é colher assinaturas para o abaixo-assinado que será entregue às autoridades do Governo Federal.
Os brasileiros de todas as partes do país que quiserem apoiar o movimento que busca o reconhecimento do padre-cientista Roberto Landell de Moura como verdadeiro inventor do rádio poderão fazer isso agora mesmo, assinando o abaixo-assinado que está no site www.mlm.landelldemoura.qsl.br.
É que o dia 30 de março, quarta-feira, foi escolhido por várias instituições, entre elas a Prefeitura de Porto Alegre, terra onde ele nasceu, como o Dia de Adesão em Massa ao Movimento Landell de Moura.
Esse abaixo-assinado será posteriormente entregue, pelos coordenadores do Movimento, às autoridades de Brasília. A iniciativa faz parte da celebração do sesquicentenário de nascimento do padre-cientista, ocorrido no dia 21 de janeiro deste ano.
Padre Landell já ganhou um selo dos Correios, pela passagem dos 150 anos de seu nascimento; deverá ser declarado Herói da Pátria pelo Congresso Nacional, em projeto que atualmente tramita na Câmara dos Deputados (já aprovado pelo Senado Federal); receberá o título post mortem de Cidadão Paulistano, na Câmara Municipal de São Paulo; já recebeu uma primeira adesão oficial do Ministério das Comunicações e do ministro Paulo Bernardo, que o reconheceu publicamente; será alvo de exposições em São Paulo, em diversas praças públicas; está sendo homenageado com uma série de atividades no Sul do País; foi destaque de várias matérias na imprensa brasileira (Jornal Nacional, Jornal da Record, TV Brasil, CBN, Rádio Nacional, Rádio Globo, Zero Hora, Correio do Povo, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo, entre outros).
Mas, o mais importante, que é o seu reconhecimento oficial e a inclusão de sua saga no currículo do ensino básico, ainda não aconteceu, o que impede nossas crianças de conhecerem, em seu próprio País, a vida e a obra deste brasileiro, que, em sua genialidade e realizações, foi tão importante quanto foram Santos Dumont, Oswaldo Cruz, Marechal Rondon e outros heróis nacionais.
Assine o abaixo-assinado e ajude a divulgar essa causa. A História do Brasil agradece.

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